sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sou nordestino. Não sou burro. E não votei no PT



“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”! Óbvio? Pra alguns parece que não! É bom deixar claro que os preconceitos de alguns do sudeste contra os nordestinos (NEM TODOS, NEM MUITO MENOS A MAIORIA) não justifica a eleição petista. Vejo uma mistura de amor nordestino vinculado à eleição petista e isso não me cheira bem.

É fato que o Bolsa Família pesou sim no voto nordestino. É a região onde mais, de longe, o programa está presente[1]. Claro, isso não tem nada a ver com burrice, muito mais com esperteza e necessidade. Explico! É verdade que é a região mais necessitada do país. Onde mais as pessoas precisam do assistencialismo. Porém, existe o outro lado da moeda.

Sou nordestino, do interior da Paraíba, com muito orgulho. Mas não podemos negar que existem muitas pessoas acomodadas com o dinheiro fácil no final do mês. O assistencialismo matou a fome de muitas pessoas, mas, e agora? Vai permanecer assim? Talvez é o que o PT sonhe. Entenda! Quanto mais nordestinos dependerem destes vinténs, mas o partido que está no poder, como os coronéis do passado que eles tanto xingaram, terá a maioria dos votos nordestinos sobre o seu cabresto.

Como seres inteligentes, que o diga Ariano Suassuna e Augusto dos Anjos, precisamos nos posicionar não lutando em prol de um partido e suas esmolas. Devemos sim, acordar cedo, usar a livre-iniciativa inteligente e criar meios de sobrevivência dignos para nós e nossas famílias. 

Não existe orgulho algum em depender de um partido. Não! Você não precisa diretamente de Dilma ou nenhum político para viver. É isso que talvez eles queiram, essa total dependência deles. Para que recebamos 300 reais e eles embolsem 3 milhões.          

Não confiem em pessoas. Confiem em Deus. Todo empresário, mas também todo político, tem interesses egoísticos. Se você é cristão, a Bíblia ensina que o homem é naturalmente mal, egoísta. O apóstolo Paulo vai dizer que: “Ninguém é bom –ninguém no mundo inteiro é inocente (Rm3:10a VIVA). Não espere, nem confie em políticos, mais do que você espera e confia em seu patrão. Sim, em regra, o maior interesse do seu patrão é o crescimento da sua empresa e o aumento da sua riqueza, não você e o seu bem-estar. Mas é a mesma coisa com o político, e talvez ainda pior. Digo isso porque do patrão você sabe qual é o maior interesse dele, mas do político você espera que seja você.

Não sejamos ingênuos. Nesse mundo pecaminoso não existem anjos. Não existe poder financeiro versus poder do povo. O máximo que pode existir é poder financeiro versus poder de um  partido.





[1] Disponível em: < (http://arte.folha.uol.com.br/poder/2014/10/27/a-economia-do-voto/)> Acesso em: 31 de outubro de 2014.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

INESCAPÁVEL AMOR

        Estava numa oficina desempenando o pneu da minha moto (na verdade Biz!) quando apareceu um senhor que deixou a minha mente tão confusa que eu quase pedi para o cara desempenar o meu cérebro. O senhor não dizia coisa com coisa. Duvidava da Bíblia, mas tinha certezas absurdas que tinha escutado em vídeos na internet. –“A Bíblia tem muitos anos” dizia ele, “pode ter sido modificada.” Já meio impaciente cheguei a dizer –“Na Bíblia a gente não deve confiar, mas num vídeo que vi na internet, né, senhor, aí é de total confiança?!” Paciência.
       Mas, o que chamou mais a minha atenção naquele dia não foi o que aquele senhorzinho descrente da Bíblia, mas crente da internet, dizia; o que doeu fino na alma foi ouvir o meu irmão pentecostal do lado, ao tentar evangelizar o mesmo senhor, lá pelas tantas dizer: -“É, o senhor tem que aceitar a Jesus e permanecer na graça, obedecendo, pra não perder a salvação”. Seria isso possível? Eu posso ser salvo por Cristo e, simplesmente, deixar de ser salvo? Deus é um pai que deixa de ser quando o filho se rebela? Existe algum pai que deixa de ser pai quando o filho se rebela ou sai de casa?
No capítulo 10, versos 27-28, do evangelho de João, Jesus nos ensina uma verdade pacificadora. A luta ardente contra o erro, o líquido amargo da culpa, as feridas abertas da batalha contra o mal, as quedas no meio do caminho, não são suficientes para nos roubar de Deus. O Senhor Jesus declara: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.”
 Jesus está falando sobre as suas ovelhas, que ouvem a Sua voz e O seguem.   Ele as conhece, e lhes dá o maior dos presentes: a vida eterna. Mas, o que quero destacar aqui é a palavra traduzida por “jamais” no português, que no grego é “οὐ μή”, dois negativos, que, acompanhado de um verbo subjuntivo, chama a atenção do leitor para uma ênfase no discurso.
Em outras palavras, quando Jesus salva uma pessoa, a possibilidade dela perder a salvação é a mesma de colocar toda a água do mar numa taça de vidro. A mesma possibilidade de você, incomodado com a pouca claridade da sua lâmpada, colocar o sol dentro do seu quarto, só pra clarear melhor a leitura.  
Uma vez salvo “οὐ μή”.  De forma nenhuma, “de jeito maneira”, sem a menor chance, “JAMAIS PERECERÃO”. Arme uma rede na parede do seu coração e descanse nessa maravilhosa verdade. Uma vez nas mãos de Jesus, ninguém, nem mesmo você, poderá afastá-lo do inescapável amor de Cristo (Rm 8:35).
 


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

                    O FOFOQUEIRO


“Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR.” (Levítico 19:16)

“-Mulher tu não sabe qual é a mais nova sobre fulaninha?!”. Você , assim como eu, já deve ter presenciado ou mesmo dito tal frase ou algo parecido. Quando isto acontecer, cuidado, porque aí vem verdadeiros tiros de metralhadora!
          O livro de Levítico possui como temas centrais a Presença do Senhor, a Santidade que as pessoas deveriam ter para estar na sua presença e a Expiação; que substituiria às vezes em que as pessoas não conseguissem se manter fiéis. A passagem acima mencionada está inserida no bloco de 17 a 27 que cuida da santidade prática que o povo de Deus deveria possuir. Especificamente, o capítulo 19 vai tratar dessa santidade na relação com o próximo. Como prediz Hamilton[1]: “De maneira básica, o capítulo 19 é uma coletânea de leis e rituais morais”.
             O padrão ideal de justiça divina chega às minúcias, ao que nós entendemos hoje como injúria e difamação, assim como relembra o 9° mandamento: “Não dirás falso testemunho” (Êxodo 20:16).  No verso de Levítico, também traduzida como “calúnia” (Jr 6:28, Ez 22:9), a palavra para “mexeriqueiro” remonta o acusar alguém falsamente.
          A calúnia é um persistente causador de intrigas, confusões e até mesmo mortes. O que o próprio verso parece entender quando limita o atentado à vida, sendo esta uma consequência natural de uma língua que metralha os ouvidos com balas de destruição.
O sábio Salomão foi exaustivo com relação ao uso e poder da língua. Falou por exemplo que “alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina ( Provérbios 12:18). De fato, conhecemos ou (pior) somos pessoas cuja tagarelice é como pontas de espada.
Se você nunca tocou ou sentiu a ponta de uma espada, tente a ponta de uma faca. Pegue agora uma faca e tente apertá-la nos dedos ou na barriga (não se empolgue pra não precisar chamar o SAMU!). Caso não tenha coragem com uma faca (esperto ou medroso?!), pelo menos imagine a dor fina de uma agulha penetrando a sua mão ou uma lasca fina de madeira incomodando o seu pé... Imaginou? Assim sou eu, você ou aquele que fofoca.
Usemos nossas palavras para medicina, cura e alívio das pessoas. Jamais para metralhá-las, perfurando sua imagem feita à semelhança de Deus.




[1] HAMILTON, Victor P. - Manual do Pentateuco,- Rio de Janeiro:  CPAD, 2010, p.332.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O segurança


Ele tem como obrigação observar. Observar para proteger é sua arte. Um olhar suspeito, um andar questionável, uma expressão ansiosa e ele levanta as antenas da suspeita. Veste cores escuras porque atua na noite da vida e do coração.  Olha para um lado e para o outro e tem esperança em não comprovar a desesperança: de que o mal existe e por isso ele está ali.
Ele está ali porque as pessoas roubam. Insatisfeitas com aquilo que têm, desejosas por ter o que os outros possuem. Ele está ali porque as pessoas brigam. Incapazes de sofrer desaforos, palavras são como bolas jogadas na parede que em regra voltarão com a mesma força com que foram jogadas.  Ele está ali porque as pessoas podem matar. Caso a provocação tenha a velocidade de uma bala no coração interior, a mesma poderá penetrar o coração físico.
Ele precisa estar ali para observar se a maldade é expressa criminalmente. Ele precisa permanecer ali para, como barragens de águas, impedir que o mal flua livremente, cortando não braços de rio, mas braços de verdade. Precisamos de seguranças para observar e proteger como Jesus.
Ele está ali a observar a todos nós em todos os lugares, pois “todas as coisas estão patentes aos seus olhos”. Porém muito além do segurança que observa ações para entender a maldade, ele a vê no íntimo, há quilômetro de distância do ato em si. Não precisa olhar de um lado para o outro para comprovar a desesperança, porque sabe que o coração do homem é mal desde a sua meninice.
O segurança Jesus observa e protege. Observa como um juiz (Salmo 7:11),  trazendo à lume os crimes que cometemos contra a sua lei todos os dias. Não existe chute em gato (confesso, já fiz isso) ou estrangulamento de uma criança que ele não veja.  Ele não precisa de testemunhas para nos condenar, Ele vê os nossos crimes. Mas Ele também protege, exercendo a função de advogado (1 Jo 2:1), defendendo-nos contra as acusações injustas e, principalmente, conseguindo liberdade das dívidas que ele já pagou em nosso lugar.

Louvado seja Deus pelos nossos seguranças, que auxiliam na proteção contra os violentos da terra. Louvado ainda mais seja o segurança Jesus, que julgará todos os crimes pela sua observação completa e eficaz e nenhum erro ou crime ficará sem justiça. E que também, como experto advogado, irá proteger-nos de toda acusação leviana e mentirosa, além de pagar a pena por aqueles que um dia crerão nele de todo coração.