Esses dias fui à Bahia e tive o
privilégio de conhecer o Rio São Francisco, o famoso Velho Chico.- O que há de
especial nisso? Talvez você se pergunte. Pra mim, morador e amante sertanejo,
ver um rio perene (que nunca seca) cortar o sertão é algo meio sonhático,
ilusório, irreal, ao mesmo tempo vibrante. A natureza, nessa época, seca,
ardente e cinza, bem típica da minha região, convive a poucos metros com
milhões e milhões de metros cúbicos de água correndo a sua travessia, desde Minas
até o mar de Alagoas, dia e noite, sem nunca parar a caminhada incansável.
Lembrei-me do meu Jesus. “No último e mais
importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: "Se alguém
tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu
interior fluirão rios de água viva". João 7:37-38. Lembrei-me que o meu coração estava
seco como a vegetação sertaneja em meio à seca, espinhoso como xique-xique do
sertão. Diferente do Vale do São Francisco que exporta milhares de toneladas de
frutos para fora do país, seco de Cristo, não produzia frutos que servisse de
exportação para o céu. A minha vida não produzia as uvas que produzem os
famosos vinhos da região do Vale, adocicando o paladar de multidões, mas espinhos,
perfurando acima de tudo a minha própria alma, como agulha na pele. Contudo, depositei minha fé Nele!
Pulei nas águas do grande lago de amor de Deus, que bem maior do que o lago de
Sobradinho, um dos maiores do mundo, faz-me se perder em suas águas plácidas,
de refrigério e paz.
E aí percebi outra característica daquela região: a riqueza do solo. Solo que é mais ou menos o mesmo lá e em todo o Nordeste. Solo onde quase tudo se dá, e da melhor qualidade. Entendi que, sem exagero, o sertão não desponta como celeiro internacional por falta de água. Assim como os corações dos sertanejos. São pessoas simpáticas e hospitaleiras, e se Jeremias (17:9) não me dissesse que o coração do homem é corrupto, diria que possuem um bom coração. Sim, parecem ter corações férteis como o solo do sertão, todavia falta água, Água Viva, para esverdear a vida trazendo esperança, alimentar a alma e dar muitos frutos com destino direto a Deus.
E aí percebi outra característica daquela região: a riqueza do solo. Solo que é mais ou menos o mesmo lá e em todo o Nordeste. Solo onde quase tudo se dá, e da melhor qualidade. Entendi que, sem exagero, o sertão não desponta como celeiro internacional por falta de água. Assim como os corações dos sertanejos. São pessoas simpáticas e hospitaleiras, e se Jeremias (17:9) não me dissesse que o coração do homem é corrupto, diria que possuem um bom coração. Sim, parecem ter corações férteis como o solo do sertão, todavia falta água, Água Viva, para esverdear a vida trazendo esperança, alimentar a alma e dar muitos frutos com destino direto a Deus.
Que as águas do Velho Chico se espalhem e banhem cada
vez mais regiões sertanejas, trazendo riqueza e esperança a este povo sofrido,
mas incansáveis como o próprio rio. Muito mais, que a Água Viva Jesus banhe
essa região que é uma das menos evangélicas no mundo, e faça com que as
riquezas deste pedaço do Brasil exporte para bem mais longe do que já sonhamos algum
dia.



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